terça-feira, 13 de maio de 2025

A reviravolta eleitoral



Todos os dias assistimos a sondagens, abrem telejornais, são capas de revista e jornais e ocupam horas de debate e discussão no horário nobre da televisão.  Cada décima conta, mas basta um acontecimento para se alterar um  panorama que parecia certo.


Será que as sondagens são fiáveis?


Existem eleições em que os resultados foram inesperados.


Nas eleições legislativas de 2022, algumas sondagens indicavam um empate técnico entre o PS e o PSD, mas o PS obteve uma vantagem de 13,7 pontos percentuais sobre o PSD, surpreendendo as previsões, neste ato eleitoral votaram mais 250 mil eleitores do que na eleição anterior. 


Em 2022, o PS subiu de 1.908.036  para 2.301.887 votos, obteve mais 400 mil votos  do que na eleição anterior.  O PSD obteve mais 80.000 votos do que na eleição anterior. 

Será que esta diminuição da abstenção é  suficiente para justificar a disparidade entre as sondagens  e os resultados eleitorais?

Mas na minha opinião a resposta é não, as sondagens são um instrumento de medição para aferir a opinião no momento. 


Na mesma linha, nas eleições autárquicas de 2021 em Lisboa,  as sondagens tinham como previsto,  uma vitória do PS com possibilidade de maioria absoluta.

 No entanto, a coligação de direita liderada por Carlos Moedas venceu com 34%, superando as expectativas. Todos devem ter a lembrança  de uma capa de jornal com o título “ Moedas no Bolso'',  e dos debates  na televisão sobre as sondagens eleitorais na cidade de Lisboa. 

Neste ato eleitoral, a Coligação “ Novos Tempos” obteve mais 3000 votos do que nas eleições anteriores e o PS perdeu 25.000 votos. Nestas eleições votaram menos 12 000 eleitores. Será que o aumento da abstenção explica o resultado?


Na minha opinião não, e tenho duas alternativas, ou os cidadãos de Lisboa estavam cansados do projecto do Partido Socialista, ou consideraram que as eleições já estavam ganhas e preferiram não perder dez minutos do seu domingo para ir votar.



Estes exemplos ilustram que, embora as sondagens possam fornecer uma indicação das intenções de voto, fatores como indecisão dos eleitores e mudanças de última hora podem influenciar significativamente os resultados finais.

 Ninguém ganha as eleições antes da votação.

 Nenhuma eleição está decidida antes  dos votos serem contados, por isso no dia 18 de Maio todos deveriam ir votar. 

 E termino, com um ditado popular “ até ao lavar dos cestos é vindima”.