“Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos.” — Frase atribuída a Pitágoras
Na sociedade portuguesa, existe um consenso sobre a importância da educação das crianças. Educar não é apenas garantir o direito de frequentar a escola e ter acesso a refeições; é também transmitir valores, ética e responsabilidade, com o objetivo de evitar comportamentos prejudiciais na vida adulta.
O investimento na educação começa na família, que deve proporcionar condições para o desenvolvimento social do indivíduo. A família e a sociedade têm o dever de proteger os menores. Investir na educação é mais eficaz e humano do que corrigir erros através de punições severas.
O dever de proteção dos menores é um princípio fundamental consagrado na legislação portuguesa, especialmente na Lei n.º 147/99, de 1 de setembro, conhecida como a Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo.
Existe também uma responsabilidade coletiva: a sociedade tem um papel ativo na construção do futuro, através da educação das crianças.
Estaremos a educar bem as nossas crianças?
Quando um menor de 14 anos, alegadamente mata a própria mãe, não devemos apenas condenar o ato, mas refletir e questionar:
Como é que chegámos aqui?
Começo por refletir:
Como teve o menor acesso a uma arma de fogo?
A partir desta questão, muitas outras podem ser colocadas. Mas eu tenho apenas uma pergunta:
Estaremos, como sociedade, a agir corretamente?
E termino:
A família é vista como o primeiro espaço de proteção, devendo ser apoiada para cumprir esse papel. O Estado só intervém quando a família não consegue assegurar a proteção necessária.
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