segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

1º capítulo : As Presidenciais de 2026: O essencial, o acessório e o ruído.

A AD decidiu apoiar Luís Marques Mendes, cujo slogan era a experiência. A experiência é necessária num professor, num mestre, num mentor. Mas num mundo em mudança, a palavra inovação também é indispensável. Marques Mendes tentou replicar o modelo Marcelo. Mas o modelo Marcelo tinha uma ideia: comentava com a emoção de um Professor. Podia discordar-se dele, mas raramente alguém ficava zangado; no limite, fez-se amar. Marques Mendes tinha outro papel: o da verdade absoluta, do comentário seco, sem emoção nem humanidade. Para alguns, podia ser referência; para outros, era indiferente. O carisma ,,,,,,, E os outros? António José Seguro voltou. Quando saiu, em 2014, saiu em silêncio. Foi cuidar da sua vida. Passados dez anos, mediu o momento. Quem o apoiou ficou em cheque. Quando começou a subir nas sondagens, o Partido Socialista correu a apoiá-lo. Mas quem ganhou foi António José Seguro não foi o Partido Socialista. Seguro não gritou, não esperneou. Soube esperar. Nunca tinha visto uma campanha presidencial assim. Foi degradante. Houve de tudo até comédia. Ganhou quem cometeu menos erros, quem pensou antes de falar, quem mediu os silêncios, quem soube distinguir o essencial do acessório. E podem perguntar: Votou no Seguro? Eu não votei em António José Seguro. Mas tenho sentido crítico. E oiço bem. Muito bem.
Elisa Manero

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