O STEAM, sigla para Ciência Tecnologia Engenharia Artes e Matemática, é um movimento educativo que apoia a integração de ciências e matemática através da resolução de problemas, usando a engenharia em conjunto com a tecnologia, e do desenvolvimento de projetos interdisciplinares e transdisciplinares.
Este movimento tem desenvolvido e estimulado a formação de profissionais das áreas tecnológicas, como engenharia e computação, e das ciências exatas, como a própria matemática e a física, tendo em conta o pensamento sociológico com apoio na ciência.
A falta de identificação de crianças e adolescentes pelas profissões tecnológicas, principalmente por parte das raparigas, há mais de 15 anos, tem sido uma preocupação das grandes empresas e de alguns governos relativamente ao futuro das próximas gerações.
A resolução de problemas exige criatividade, mas se os jovens não se considerarem capazes de resolver problemas, nunca escolherão uma área tecnológica. Se os pais, professores e encarregados de educação não perceberem a importância de prepará-las para profissões que ainda não conhecem, o futuro destes jovens será posto em causa. Assim, as crianças e jovens devem, durante o seu percurso escolar, ter a oportunidade de conhecer e experimentar todas as áreas do saber, para assim poderem equacionar a escolha de uma área tecnológica.
A Educação STEAM visa o desenvolvimento de todas as competências numa perspetiva humanista, a prioridade não é só o emprego ou a conclusão da escolaridade obrigatória, mas também envolver os alunos numa participação ativa, na construção de uma sociedade mais justa.
A filosofia da Educação STEAM é a promoção do pensamento crítico, da resolução de problemas, da criatividade, da colaboração e da comunicação. As atividades da Educação STEAM exigem que os alunos tomem iniciativa, desenvolvam a sua liderança, comunicação, trabalho colaborativo e persistência assim como tomem consciência e o entendimento de que o erro pode ser construtivo.
O processo de aprendizagem é focado no aluno e não no professor, portanto o professor deve ser entendido como um facilitador. A Educação STEAM é baseada em Inquiry Based Learning, formulação de perguntas, desafiando o aluno a ser capaz de fazer perguntas e procurar persistentemente soluções, analisar e interpretar dados.
A engenharia no processo de Educação STEAM tem como premissa perguntar, inventar, planear, criar, melhorar e perguntar novamente, experimentação é a palavra chave.
Criar modelos testáveis faz parte da vida quotidiana e trabalhar a resolução de problemas é a melhor estratégia de manter os alunos envolvidos. Através de desafios que não podem ser tão fáceis a ponto de não despertarem o interesse, nem tão difíceis que o aluno desista.
Uma outra vertente do STEAM, são as questões sociocientíficas. O objetivo é compreender como as diferentes opiniões evoluem e se reforçam bem como construir conexões dos temas discutidos, com os argumentos científicos e socialmente aceites.
A avaliação é baseada em projetos interdisciplinares, concentra-se no processo, ou seja, nas etapas de prototipagem, e não necessariamente no produto final.
Em Portugal as áreas das Ciências e das Engenharias têm sido preteridas relativamente às áreas da Saúde e das Ciências Económicas.
Este ano sobraram vagas no ensino superior nesta área.
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